Communicado Final

Comunicado Final da 61ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos 1 – 15 de Novembro de 2017

PT-Final_Communique_61OS.pdf
AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA African Commission on Human & Peoples’ Rights Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos 31 Bijilo Annex Layout, Kombo North District, Western Region, P. O. Box 673, Banjul, Gâmbia Tel: (220) 4410505 / 4410506; Faxe: (220) 4410504 Correio electrónico: au-banjul@africa-union.org; Portal electrónico: www.achpr.org Comunicado Final da 61ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos Banjul, Gâmbia 1 – 15 de Novembro de 2017 1
1. A Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (a Comissão) realizou a sua 61ª Sessão Ordinária em Banjul, Gâmbia, de 1 a 15 de Novembro de 2017. 2. A Comissão celebrou na ocasião o 30º Aniversário da sua operacionalização. 3. A cerimónia de abertura foi honrada com a presença de uma delegação do país anfitrião da Comissão, chefiada por Sua Excelência o Sr. Adama Barrow, Presidente da República da Gâmbia, que foi quem declarou aberta a sessão. A delegação incluía Sua Excelência a Sra. Fatoumata Tambajang, Vice-Presidente e Ministra para os Assuntos das Mulheres; a Ilustre Sra. Mariam Denton, Presidente da Assembleia Nacional; o Meritíssimo Juiz Hassan Bubacar Jallow, presidente do Tribunal Supremo; o Ilustre Abubacarr Marie Tambadou, ProcuradorGeral e Ministro da Justiça; e outros ministros e altas individualidades. 4. A cerimónia contou ainda com a presença do representante do Presidente da CUA, representantes de órgãos da UA, da EU e outros membros do corpo diplomático, etc. 5. Participaram na sessão de abertura os Comissários cessantes: Ilustre Comissária Pansy Tlakula, Ilustre Comissária Alapini Gansou e Ilustre Comissário Med Kagwa. 6. Em conformidade com o artigo 38 da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (a Carta), os novos Comissários eleitos tomaram posse na cerimónia de abertura, nomeadamente o Ilustre Comissário Hatem Sayem, o Ilustre Comissário Remy Ngoy Lumbu e a Ilustre Comissária Maria Teresa Manuela. A Ilustre Comissária Maya Sahli-Fadel tomou igualmente posse por ter sido reeleita. 7. A Comissão elegeu o novo Bureau para os próximos dois anos. O Bureau é composto pela Ilustre Comissária Soyata Maïga, Presidente, e pelo Ilustre Comissário Lawrence Murugu Mute, Vice-Presidente. 8. Participaram na Sessão Ordinária os seguintes membros da Comissão: i. Ilustre Comissária Soyata Maïga, Presidente; ii. Ilustre Comissário Lawrence Murugu Mute, Vice-Presidente. iii. Ilustre Comissária Kayitesi Zainabo Sylvie iv. Ilustre Comissária Lucy Asuagbor v. Ilustre Comissária Maya Sahli-Fadel vi. Ilustre Comissária Jamesina Essie L. King vii. Ilustre Comissário Solomon Ayele Dersso viii. Ilustre Comissário Hatem Sayem ix. Ilustre Comissário Remy Ngoy Lumbu; e 2
x. Ilustre Comissária Maria Teresa Manuela, 9. Ausente, o Ilustre Comissário Yeung Kam John Yeung Sik Yuen que apresentou desculpas. 10. Falando em nome do Comité de Direcção do Fórum de ONG, a Sra. Hannah Foster, Directora Executiva do Centro Africano de Estudos de Democracia e Direitos Humanos, informou que em harmonia com as celebrações do trigésimo aniversário da criação da Comissão, que este ano se assinala, o Fórum adoptou o tema, ‘celebrando os 30 anos da Comissão Africana’. Ela enumerou os principais resultados alcançados pela Comissão ao longo dos seus 30 anos de funcionamento. Fez notar a participação e consultas de organizações da sociedade civil em todas as actividades da Comissão melhoraram as parcerias e a assunção de responsabilidades. Reconheceu a evolução positiva da situação dos direitos humanos no continente, tendo feito propostas ou recomendações visando lidar com as violações de direitos humanos identificadas pelo Fórum. 11. A Sra. Susan Chivusia Chatika pronunciou um discurso em nome da Rede de Instituições Nacionais Africanas de Direitos Humanos (NANHRI), tendo reconhecido o contínuo apoio da Comissão à NANHRI nos esforços que envida para garantir que todos os Estados africanos disponham de uma Instituição Nacional de Direitos Humanos em cumprimento dos Princípios de Paris, permitindo assim que tais órgãos desempenhem, na sua plenitude, o papel de promotores e protectores dos direitos humanos. 12. Falando em nome dos Estados membros da UA, Sua Excelência Cheikh Tourad Ould Abdel Malik, Comissário para os Direitos Humanos e Acção Humanitária da República Islâmica da Mauritânia, prestou homenagem a Sua Excelência Sir Dawda Jawara pelo papel desempenhado na adopção da Carta e na operacionalização eficaz da Comissão. Louvou, por conseguinte, a Comissão pela iniciativa de atribuir um galardão a Sir Dawda por ocasião do 30º Aniversário da CADHP. Sua Excelência Cheikh Tourad Ould Abdel Malik também sublinhou o notável trabalho levado a cabo pela Comissão e indicou o seu optimismo em relação ao futuro dos direitos humanos no continente, não obstante os desafios existentes. 13. Na sua alocução, o Sr. Stavros Lambrinidis, Representante Especial da União Europeia para os Direitos Humanos, aplaudiu a colaboração em curso em matéria de direitos humanos entre o Sistema Africano de Direitos Humanos e a União Europeia, citando como o acontecimento mais recente a última ronda do diálogo UA-UE realizada à margem da 61ª Sessão Ordinária e das celebrações do 30º Aniversário da criação da Comissão. 14. O Sr. Mahamane Cissé Gouro, Chefe da Divisão de África do Escritório do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), falou em nome do Sr. Zeid Ra’ad Al Hussein, Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, tendo rendido homenagem a Comissários antigos e actuais da Comissão assim como aos funcionários do Secretariado pelo trabalho realizado ao longo dos anos, não obstante os desafios relacionados com a escassez de recursos. Indicou que o Plano de Acção de 10 anos da UA e o 3
Roteiro de Adis Abeba, que instituiu uma plataforma de cooperação entre os Mecanismos Especiais da NU e da Comissão, são os principais quadros de cooperação entre o OHCHR e a CADHP. 15. A Meritíssima Juíza Maria Mapani, Vice-Presidente do Comité Africano de Peritos para os Direitos e Bem-estar da Criança (ACERWC), falando dos resultados alcançados pela Comissão durante os seus 30 anos de existência, fez notar a rica jurisprudência da CADHP. Falou igualmente da colaboração entre o ACERWC e a Comissão. 16. O Meritíssimo Juiz Bensouala Chafika, em representação do Meritíssimo Juiz Sylvain Oré, Presidente do Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos (o Tribunal), recordou a complementaridade estatutária entre o Tribunal e a Comissão, tendo opinado que o 30º Aniversário da Comissão constitui uma oportunidade para se avaliar o trabalho até agora realizado, e traçarem-se planos e estratégias para melhorias onde se afigurar necessário. 17. Na sua declaração de abertura, a Presidente cessante da Comissão, Ilustre Comissária Pansy Tlakula, fez notar a histórica presença na sessão da CADHP do Presidente da República da Gâmbia. Disse que ao honrar o evento com a sua presença, Sua Excelência Adama Barrow demonstrou o seu compromisso em relação aos direitos humanos. A Ilustre Comissária Pansy Tlakula saudou calorosamente todos os participantes à 61ª Sessão Ordinária, fornecendo uma breve narrativa dos passos que conduziram à criação da Comissão, desde a entrada em vigor da Carta em 21 de Outubro de 1986 à sessão inaugural realizada na Etiópia em Junho de 1989. 18. Ao fazer o balanço dos trabalhos da Comissão desde a sua nomeação como Comissária em 2005, ela realçou os principais elementos, incluindo a criação de mais seis Mecanismos Especiais, elevando para 14 o número de procedimentos especiais da Comissão; e a adopção pela Comissão de instrumentos de legislação branda (Princípios, Directivas, Comentários Gerais, Declarações, Leis Modelo, etc.), em conformidade com o artigo 45(1)(b) da Carta. 19. Falando sobre as conquistas relacionadas com a situação dos direitos humanos em África durante o seu mandato, a Ilustre Comissária Tlakula fez notar a ratificação de importantes instrumentos regionais e internacionais de direitos humanos por um número cada vez maior de Estados partes, a colaboração entre Estados partes e a Comissão, a criação de instituições de direitos humanos pelos Estados partes assim como a adopção de quadros legais favoráveis aos direitos humanos; o nascimento em 2011 da nação mais jovem, o Sudão do Sul, que recentemente tornou-se Estado parte da Carta Africana, e a readmissão do Reino de Marrocos na União Africana. 20. No que se refere a desafios, ela citou as violações de direitos humanos decorrentes do conflito em curso na mais jovem nação africana, o Sudão do Sul; desafios contemporâneos como o aumento do extremismo violento e do terrorismo, assim como a proliferação de ataques terroristas em África, o aumento do desemprego entre a camada jovem, as mudanças climáticas e as tendências climatéricas imprevisíveis, uma maior pressão exercida sobre os recursos naturais, designadamente terras aráveis e água potável, períodos eleitorais 4
marcados por instabilidade, a interrupção dos serviços de internet e de telecomunicações, a pandemia do HIV. Referiu-se ainda ao contínuo assédio, prisões, detenções arbitrárias de defensores de direitos humanos, jornalistas, sindicalistas, membros da oposição e de pessoas LGBTI em Estados partes preocupam sobremaneira a Comissão. A par dessas questões, a Ilustre Comissária Tlakula mencionou os novos desafios na área dos direitos humanos, tendo apelado à Comissão a tê-los em consideração, nomeadamente a independência do sistema judicial, a protecção de dados e a segurança no sector da cibernética. Apelou também aconselhou o governo do Reino de Marrocos a ratificar a Carta Africana. A concluir, a presidente cessante rendeu homenagem a todos os colegas, expressando apreço ao Secretariado pelo apoio prestado durante o seu mandato como Comissária. 21. Ao proferir a declaração de Sua Excelência o Sr. Moussa Faki Mahamat, presidente da CUA, Sua Excelência a Sra. Minata Samate Cessouma, Comissária para os Assuntos Políticos da CUA, louvou o compromisso do governo e do povo da República da Gâmbia para com a Agenda de Direitos Humanos da União Africana, tal como claramente demonstrado pelo acolhimento dispensado à Comissão. Louvou igualmente a Comissão pelo trabalho realizado e pela forma meticulosa como a 61ª Sessão Ordinária foi organizada. 22. Referiu que a participação da Comissão da União Africana na presente sessão e nas celebrações do 30º Aniversário da CADHP era uma indicação do seu total apoio a todos os órgãos e instituições de direitos humanos da União, assim como às demais partes que se esforçam em proteger os direitos humanos em África. 23. Recordou o compromisso de dirigentes africanos para com os direitos humanos, que dedicaram os últimos três anos e 2018 a temas de direitos humanos que correspondem às sete aspirações da Agenda 2063 e do seu Plano de Acção de 10 anos. Na sequência da declaração, em Junho de 2016, da Década dos Direitos Humanos e dos Povos em África, ela disse que a CUA, em colaboração com os órgãos e organismos africanos de direitos humanos, coordena activamente a concepção de um plano de acção a ser brevemente apresentado aos Órgãos Deliberativos da UA para análise e adopção. Referiu-se igualmente aos processos em curso no seio da UA de criação de mecanismos cruciais, como a Política de Justiça Transicional e o Instituto Pan-Africano de Direitos Humanos no âmbito da adopção da Estratégia Africana de Direitos Humanos. 24. Lamentou os fracassos na forma de se lidar ou prevenir a ocorrência de violações graves de direitos humanos que continuam e que ocorreram no passado, como por exemplo o genocídio do Rwanda. Pediu a todas as partes interessadas a estarem vigilantes como forma de garantir que violações semelhantes não voltem a ocorrer em África. Apelou igualmente aos Estados partes a integrarem no quadro jurídico nacional os vários instrumentos de direitos humanos que ratificaram e a pôr termo à impunidade, emitindo a Declaração que permita o acesso directo de indivíduos ao Tribunal. Insistiu igualmente na necessidade extrema de se investir na juventude para assim garantir que ela seja o trunfo da realização da Agenda 2063. Por fim, garantiu o apoio da União Africana a Sua Excelência o Sr. Adama 5
Barrow e ao povo da Gâmbia aos esforços que envidam para a edificação de uma sociedade verdadeiramente democrática. 25. Sua Excelência o Sr. Adama Barrow, Presidente da República da Gâmbia, saudou os participantes à 61ª Sessão Ordinária da Comissão e às celebrações do 30º Aniversário da criação da Comissão. Expressou orgulho pelo facto do seu país acolher a Comissão, acrescentando que o seu governo estava empenhado em construir uma estrutura permanente para albergar a sede, em conformidade com o Acordo do País Anfitrião. Reconheceu com apreço o facto de a Comissão ter permanecido empenhada em proteger os direitos humanos na Gâmbia, não obstante os desafios antes existentes. Manifestou igualmente apreço às organizações internacionais e ONG que apoiaram a luta dos gambianos rumo à democracia. Forneceu ainda uma panorâmica de algumas das realizações da Comissão desde a sua criação, tendo-se referido à evolução dos direitos humanos em África, com referência específica aos recentes esforços envidados pelo governo da Gâmbia no que se refere à materialização das suas obrigações na área dos direitos humanos. Apelou aos Estados membros a juntarem-se ao seu país no apoio prestado à Comissão. Desejou aos delegados que tomassem deliberações produtivas, para depois declarar aberta a 61ª Sessão Ordinária da Comissão. 26. A Ilustre Comissária Soyata Maïga expressou o seu apreço aos Comissários cessantes. Realçou os principais resultados por eles alcançados, desejando-lhes sucessos nas futuras iniciativas que levarem a cabo. 27. A Ilustre Comissária Soyata Maïga e o Ilustre Comissário Lawrence M. Mute presidiram às deliberações no decurso da Sessão Ordinária, na sua qualidade de Presidente e VicePresidente da Comissão, respectivamente. 28. A Sessão contou com a presença de um total de seiscentos e dezanove (619) delegados, dos quais cento e vinte e cinco (125) em representação de vinte e quatro (24) Estados Membros, doze (12) em representação de órgãos da União Africana (UA), vinte (20) em representação de Instituições Nacionais de Direitos Humanos (NHRI), cinco (5) em representação de organizações internacionais e intergovernamentais, e duzentos e setenta e um (271) em representação de organizações não-governamentais (ONG) africanas e internacionais. Igualmente presentes, quarenta e dois (42) delegados em representação de outros observadores, e vinte e dois (22) em representação da comunicação social. 29. No âmbito das principais actividades relacionadas com as celebrações do 30º Aniversário, realizaram-se quatro discussões em grupo versando o passado, o presente e o futuro da Comissão, e ainda a juventude. Os temas de cada um dos grupos de discussão foram os seguintes: i. ii. Grupo de discussão sobre o Passado, “Reflexões sobre os Começos e o Trabalho da Comissão”; Grupo de discussão sobre o Presente, “Fazendo o Balanço do Presente”; 6
iii. iv. Grupo de discussão sobre o Futuro, “A Via a Seguir”; e Grupo de discussão sobre a Juventude, “Quais os pontos de vista da Juventude sobre o trabalho da Comissão”. 30. Os grupos de discussão contaram com a participação de oradores, membros dos grupos, Comissários em exercício de funções, antigos Comissários, académicos, sector das ONG, e outros parceiros da Comissão, os quais procederam à apresentação de documentos. As discussões em grupo incluíram amplos debates interactivos no decurso dos quatro primeiros dias da sessão pública. 31. O documento final, contendo as resoluções e recomendações decorrentes das deliberações, será em devido tempo tornado público pela Comissão. Consoante o apropriado serão constituídos os mecanismos de acompanhamento. 32. Os participantes à 61ª Sessão Ordinária e às celebrações do 30º Aniversário da Comissão observaram um minuto de silêncio em memória de todos os Comissários entretanto falecidos. 33. As celebrações do 30º Aniversário da Comissão incluíram um jantar de gala durante o qual foi entregue a Sua Excelência Sir Dawda Kairaba Jawara um galardão pelo determinante papel por ele desempenhado na adopção da Carta e na criação da Comissão. O galardão foi recebido por um representante seu. 34. As celebrações incluíram uma exposição do trabalho que a Comissão leva a cabo. Foram divulgadas publicações específicas da Comissão e parceiros seus. 35. Representantes de dezassete (17) Estados partes emitiram declarações sobre a situação dos direitos humanos nos respectivos países, nomeadamente: Mauritânia, Lesoto, Camarões, Tunísia, Mali, África do Sul, Níger, Burkina Faso, Egipto, Quénia, Angola, Etiópia, Argélia, Malawi, Togo, Nigéria e Eritreia. 36. Os representantes do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, do Escritório da UA e do Comité Internacional da Cruz Vermelha emitiram declarações realçando a colaboração entre a Comissão e os respectivos escritórios no âmbito da promoção e protecção dos direitos humanos. 37. Dois (2) representantes de INDH emitiram igualmente declarações sobre a situação dos direitos humanos nos respectivos países, nomeadamente: i. ii. A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Nigéria. A Comissão Nacional de Direitos Humanos do Níger. 38. A total de sessenta e cinco (65) ONG com Estatuto de Observadoras junto da Comissão emitiram declarações sobre a situação dos direitos humanos em África. 7
39. A Comissão não examinou nenhum requerimento de INDH para obtenção de Estatuto de Afiliadas em conformidade com a Resolução sobre a Concessão desse estatuto a INDH em África. Assim, o número total de INDH com Estatuto de Afiliadas junto da Comissão continua a ser de vinte e sete (27). 40. A Comissão concedeu o Estatuto de Observadora a quatro (4) ONG de acordo com a Resolução sobre os Critérios para a Concessão e Usufruto do Estatuto de Observadora a Organizações Não Governamentais a trabalhar no ramo dos direitos humanos e dos povos, nomeadamente: i. ii. iii. iv. The African Child Policy Forum; The Gender, Health & Justice Research Unit; Reprieve; e The Centre for Citizen’s Participation on the African Union. 41. Assim, o número total de ONG com Estatuto de Observadoras junto da Comissão passa a ser de quinhentos e quinze (515). 42. Em conformidade com o artigo 62 da Carta Africana, a Comissão examinou os relatórios periódicos de três (3) Estados Partes, nomeadamente: i. ii. iii. República do Rwanda República do Níger; e República Democrática do Congo; 43. Os membros da Comissão procederam à apresentação dos seguintes relatórios de actividades realizadas no período entre as sessões, na sua qualidade de Comissários e no quadro dos vários Mecanismos Especiais: i. ii. iii. iv. v. vi. vii. viii. ix. Presidente cessante da Comissão; Presidente do Grupo de Trabalho para a Pena de Morte e Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias em África; Presidente do Grupo de Trabalho para os Direitos Económicos, Sociais e Culturais em África; Relatora Especial cessante para a Liberdade de Expressão e Acesso à Informação em África; Relatora Especial para os Direitos das Mulheres em África; Relatora Especial cessante para os Defensores dos Direitos Humanos em África; Relatora Especial cessante para as Prisões, Condições de Detenção e Policiamento em África; Presidente do Comité para a Protecção dos Direitos das Pessoas que Vivem com o HIV (PLHIV) e Pessoas em Risco, Vulneráveis e Afectadas pelo HIV; Presidente do Grupo de Trabalho para as Participações-queixa; 8
x. xi. xii. xiii. xiv. Presidente do Grupo de Trabalho para as Populações/Comunidades Indígenas em África; Relatora Especial para os Refugiados, Pessoas em Busca de Asilo, Pessoas Deslocadas Internamente e Migrantes em África; Presidente do Grupo de Trabalho para as Indústrias Extractivas, Ambiente e Violações de Direitos Humanos em África; Presidente do Comité para a Prevenção da Tortura em África; e Presidente do Grupo de Trabalho para os Direitos das Pessoas Idosas e Pessoas Portadoras de Deficiências em África. 44. Em conformidade com o parágrafo 25 do Documento Base do APRM NEPAD/HSGIC/032003/APRM/MOU/Anexo II, a Comissão examinou os relatórios do APRM referentes à República do Chad e à República do Djibuti. 45. Comissão efectuou a redistribuição dos seus Mecanismos Especiais e países entre os seus membros. Essa redistribuição será divulgada através do portal electrónico da Comissão. 46. A Comissão lançou três (3) documentos e estudos durante a 61ª Sessão Ordinária, nomeadamente: i. ii. iii. Estudo sobre as Indústrias Extractivas, Direitos de Terra e Direitos de Populações/Comunidades Indígenas; Directivas sobre Liberdades de Associação e Reunião; Directivas sobre Violência Sexual e suas Consequências; 47. Durante a sessão realizaram-se as seguintes discussões em grupo: i. Consultas das Partes Interessadas sobre Propostas de Directivas para Informações de Estado relacionadas com Indústrias Extractivas, Direitos Humanos e Ambiente; ii. Discussão em grupo sobre a protecção de locais sagrados naturais e terras ancestrais no continente africano; iii. Discussão em grupo sobre a Abolição da Pena de Morte em África; e iv. Discussão em grupo sobre Conflitos Africanos, Justiça Transicional e a Carta Africana; o Papel Reservado à Comissão. 48. A Comissão manteve encontros com representantes da Direcção do Planeamento Estratégico da CUA, realizando consultas sobre o Plano de Médio Prazo da CUA para 2018-2023; e com o Conselho de Representantes Permanentes da União Africana que participaram na Sessão. 49. A Comissão examinou e adoptou os seguintes documentos com alterações: 9
i. ii. iii. Proposta de Estudo sobre o “HIV, o Direito e Direitos Humanos no Sistema Africano de Direitos Humanos: Principais Desafios e Oportunidades de Resposta ao HIV Baseadas em Direitos”; Proposta de Directivas sobre o Acesso à Informação e Eleições em África; e Princípios sobre a Despenalização de Pequenos Delitos; 50. A Comissão examinou e fez recomendações relativamente ao Comentário Geral sobre o Artigo 7 do Protocolo de Maputo 51. A Comissão examinou e adoptou o seguintes: i. O Relatório da Secretária; ii. O Relatório sobre Questões Financeiras e Orçamentais; e iii. O Plano Anual de Trabalhos referente a 2018. 52. A Comissão também examinou e fez recomendações sobre questões urgentes que não puderam ser tornadas públicas devido à confidencialidade de determinados assuntos, conforme o estipulado na Carta. 53. A Comissão adiou o exame do seguinte: i. ii. iii. iv. v. vi. Relatório da Missão de Promoção à República da Nigéria Observações Finais sobre o Relatório Periódico da República Islâmica da Mauritânia; e da República da Côte d’Ivoire; Proposta de Revisão dos Regulamentos Internos da Comissão; Relatório do Primeiro Seminário Regional sobre a Execução das Decisões da Comissão assim como as Actas da sua Primeira Reunião de Avaliação; Directivas Revistas referentes ao Formato dos Relatórios de Missões de Promoção da Comissão; e Actualização sobre o PANAF. 54. A Comissão adoptou as seguintes Resoluções: i. ii. iii. iv. v. Resolução sobre a Renovação do Mandato do Grupo de Trabalho para as Indústrias Extractivas, Ambiente e Violações de Direitos Humanos em África Resolução sobre a Nomeação do Relatora Especial para as Prisões, Condições de Detenção e Policiamento em África; Resolução sobre a Renovação do Mandato do Grupo de Trabalho para as Populações/Comunidades Indígenas em África Resolução sobre a Renovação do Mandato do Comité para a Protecção dos Direitos das Pessoas que Vivem com o HIV (PLHIV) e Pessoas em Risco, Vulneráveis e Afectadas pelo HIV Resolução sobre a Nomeação do Relator Especial para os Defensores de Direitos Humanos e Ponto Focal sobre Represálias em África 10
vi. vii. viii. ix. x. xi. xii. xiii. xiv. xv. xvi. Resolução sobre a Renovação do Mandato do Presidente e dos Membros do Grupo de Trabalho sobre Penas de Morte, Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias em África Resolução sobre a reconstituição do Comité para as Resoluções Resolução sobre a Renovação do Mandato da Relatora Especial para os Refugiados, Pessoas em Busca de Asilo, Pessoas Deslocadas Internamente e Migrantes em África Resolução sobre a Nomeação do Relator Especial para a Liberdade de Expressão e o Acesso à Informação em África Resolução sobre a Renovação do Mandato do Grupo de Trabalho sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais em África; Resolução sobre a Renovação do Mandato do Relator Especial para os Direitos das Mulheres; Resolução sobre a Renovação do Mandato e Reconstituição do Grupo de Trabalho sobre Participações-queixa; Resolução sobre a Nomeação do Presidente e a Renovação do Mandato dos Membros do Comité para a Prevenção da Tortura em África; Resolução sobre a Renovação do Mandato e Reconstituição do Comité Consultivo em Assuntos Orçamentais e de Funcionários; Resolução sobre a Renovação do Mandato e a Reconstituição do Grupo de Trabalho sobre Questões Específicas de importância para o Trabalho da Comissão; e Resolução sobre a Renovação do Mandato e Reconstituição do Grupo de Trabalho sobre os Direitos das Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência em África. 55. A Comissão examinou vinte e duas (22) Participações-queixa: i. Dezasseis (16) Participações-queixa quanto a Aceitação, das quais uma foi aceite, e adiadas decisões em relação a quinze (15); ii. Duas (2) Participações-queixa na fase de Provimento, em relação às quais a Comissão adiou as suas decisões; e iii. Uma (1) Participação-queixa para envio ao Tribunal em relação à qual a Comissão adiou a sua decisão. 56. A Comissão examinou ainda três (3) Participações-queixa tendo dado orientações em relação às mesmas. 57. A Comissão examinou e adoptou o seu 43º Relatório de Actividades, o qual será apresentado à 31ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da UA durante a 29ª Cimeira da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo. 58. A Comissão propôs a realização de uma reunião conjunta dos Bureaus do Tribunal e da Comissão em Janeiro de 2018 à margem da próxima Cimeira da União Africana em Adis Abeba, Etiópia. 59. A Comissão decidiu realizar a sua 23ª Sessão Extraordinária em Banjul, Gâmbia, de 13 a 22 de Fevereiro de 2018. 11
60. A Comissão decidiu realizar a sua 62ª Sessão Ordinária em Nouakchott, Mauritânia, de 25 de Abril a 9 de Maio de 2018. 61. A Comissão expressa a sua sincera gratidão ao Governo da República da Gâmbia pela calorosa recepção e hospitalidade dispensadas aos participantes. A Comissão expressa ainda o seu sincero apreço à República da Gâmbia por todos os recursos e meios disponibilizados à Comissão, os quais contribuíram para a normal e bem-sucedida realização da sessão e das celebrações do 30º Aniversário. 62. A cerimónia de encerramento teve lugar em Banjul, República da Gâmbia, aos 15 de Novembro de 2017. Feito em Banjul, Republica da Gâmbia, aos 15 de Novembro de 2017 12

Created 10 de ago. de 2026 · Edited 10 de ago. de 2026