Communicado Final

Comunicado Final da 65.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos de 21 de Outubro a 10 de Novembro de 2019

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AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA African Commission on Human & Peoples’ Rights Commission Africaine des Droits de l’Homme & des Peuples No. 31 Bijilo Annex Layout, Kombo North District, Western Region, P. O. Box 673, Banjul, The Gambia Tel (220) 441 05 05 /441 05 06, Fax: (220) 441 05 04 E-mail: au-banjul@africa-union.org; Web www.achpr.org Comunicado Final da 65.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos De 21 de Outubro a 10 de Novembro de 2019, em Banjul, Gâmbia 1
1. A Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (a Comissão), realizou a sua 65.ª Sessão Ordinária entre 21 de Outubro a 10 de Novembro de 2019, em Banjul, República da Gâmbia. 2. A Cerimónia de abertura foi agraciada com a presença da Vice-Presidente da República da Gâmbia, S.E. a Dra. Isatou Touray, que declarou aberta a Sessão. A VicePresidente foi acompanhada por uma delegação que incluía o Sr. Abubacarr Tambadou, Procurador-Geral e Ministro da Justiça da República da Gâmbia. 3. A Comissão elegeu a sua nova Mesa, que tem um mandato de dois anos. A Mesa é composta pelo Comissário Solomon Ayele Dersso como Presidente e o Comissário Rémy Ngoy Lumbu como Vice-Presidente. 4. A Sessão contou com a participação dos seguintes membros da Comissão: i. Comissário Solomon Ayele Dersso Presidente; ii. Comissário Rémy Ngoy Lumbu, Vice-Presidente; iii. Comissário Yeung Kam John Yeung Sik Yuen; iv. Comissária Soyata Maïga; v. Comissária Kayitesi Zainabo Sylvie; vi. Comissária Lucy Asuagbor; vii. Comissária Maya Sahli-Fadel; viii. Comissário Lawrence Murugu Mute; ix. Comissária Jamesina Essie L. King; x. Comissário Hatem Essaiem; e xi. Comissária Maria Teresa Manuela. 5. Falando em nome do Comité Directivo do Fórum das ONG, a Sra. Hannah Foster informou que durante o Fórum foram adoptadas oito resoluções nacionais, quatro resoluções temáticas e três recomendações temáticas. Destacou igualmente as seguintes questões que são motivo de preocupação em relação à situação dos direitos humanos no continente: as violações da liberdade de reunião e associação; as restrições à liberdade de expressão e à internet, além da criminalização dos bloguistas; a corrupção; o assédio sistemático e a perseguição dos defensores dos direitos humanos e o encerramento do espaço cívico; a tortura e a falta de acesso à justiça para as vítimas de tortura; e a superlotação das prisões. 6. O Sr. Nwamba Nwarus, Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos da República Democrática do Congo, proferindo uma declaração em nome da Rede de Instituições Nacionais Africanas de Direitos Humanos, felicitou a entrada em vigor da Zona de Comércio Livre Continental Africana, a iniciativa da República do Rwanda de acolher os migrantes provenientes da Líbia e a operacionalização da Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Gâmbia. Solicitou a protecção efectiva dos defensores dos direitos humanos, conforme estipulado na Declaração de 2
Marraquexe, adoptada durante a 13.ª Conferência Internacional da Aliança Global das INDH. 7. O Sr. Pacharo Kayira, Chief State Advocate no Ministério da Justiça e Assuntos Constitucionais da República do Malawi, em representação dos Estados-Membros da União Africana (UA), observou que foram feitos grandes progressos com o nascimento de uma África independente há cerca de sessenta anos. Observou que a visão dos pais fundadores de África não era apenas a independência política, mas também uma África livre da pobreza, doenças e neocolonialismo, sublinhando que o sonho de realizar essa visão reflecte-se na Agenda 2063. Ao concluir, o Sr. Kayira afirmou que é altura de os africanos decidirem sobre o tipo de África que gostariam de deixar para os seus filhos e netos. 8. O Sr. Eamon Gilmore, Representante Especial da União Europeia (UE) para os Direitos Humanos, observou que, tal como a UA, a UE foi fundada para promover a paz e a prosperidade. O Sr. Gilmore observou que, durante o 15.º Diálogo UA-UE, realizado em 19 de Outubro de 2019, se realizaram debates sobre a importância fundamental de um ambiente seguro e propício para a sociedade civil. 9. O Sr. Mahamane Cissé Gouro, falando em nome do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), observou que a Comissão e o ACNUDH assinaram um Memorando de Entendimento em Setembro de 2019, que formalizou sua parceria de longa data para a promoção e protecção dos direitos humanos e dos povos em África. Felicitou a declaração de 2019 como o Ano dos Refugiados, Retornados e Deslocados Internos, sublinhando que o ACNUDH trabalharia com a Comissão e a UA para encontrar soluções duradouras para a deslocação forçada. 10. O Sr. Sekone Phillipe, falando em nome do Presidente do Comité Africano de Peritos sobre os Direitos e Bem-Estar da Criança (o Comité), informou que, apesar da entrada em vigor da Carta Africana dos Direitos e Bem-estar da Criança em 1999, vários Estados-Membros da UA não a ratificaram, vários Estados-Membros da UA ainda não submeteram um relatório ao Comité sobre as medidas tomadas para a sua aplicação e, apesar de 18 anos de funcionamento, apenas 11 Comunicações tinham sido recebidas, com 44 organizações com estatuto de observador. Ao concluir, afirmou que o próximo ano marcará o 30.º aniversário da Carta da Criança e apelou a todos os intervenientes para juntarem-se ao Comité e às crianças de África em todas as celebrações deste aniversário. 11. O Sr. Juiz Sylvain Oré, Presidente do Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos (o Tribunal), afirmou que não pode haver paz sustentável sem justiça eficiente, e sem paz sustentável o desenvolvimento estaria comprometido. Informou que, para reforçar a relação de complementaridade com a Comissão, ambos os órgãos criaram um comité de reflexão sobre a revisão do respectivo Regulamento Interno. 3
12. Na sua alocução de abertura, a Presidente da Comissão, a Comissária Soyata Maiga, observou que as Sessões da Comissão constituem uma oportunidade para avaliar a situação dos direitos humanos no continente. Quanto às áreas de preocupação, realçou que os casos generalizados de terrorismo nos países do Sahel, com a consequente perda de vidas de civis e soldados, os casos de rapto e destruição de propriedade; os actos deploráveis de xenofobia perpetrados contra estrangeiros residentes na África do Sul; as violações preocupantes contra crianças; as violações cometidas por corporações multinacionais; a repressão de manifestações; as práticas prejudiciais e a discriminação contra mulheres; e o impacto das indústrias extractivistas nas comunidades indígenas. Além disso, congratulou-se com os progressos realizados no continente, incluindo o compromisso das autoridades de organizar um diálogo nacional para abordar a situação nas regiões anglófonas dos Camarões, para além da criação de um governo de transição no Sudão. Elogiou S.E. o Dr. Abiy Ahmed por ter sido distinguido com o Prémio Nobel da Paz de 2019, em reconhecimento dos seus esforços de reforma. 13. No final, afirmou que esta era a sua última oportunidade de usar da palavra na Sessão como Presidente. Destacou as conquistas da Comissão durante o seu mandato enquanto Presidente, incluindo a adopção de 12 documentos que interpretam vários direitos na Carta Africana. Agradeceu a todos que contribuíram para o cumprimento do seu mandato, para além do Vice-Presidente cessante, dos Membros da Comissão e do Secretariado que trabalharam incansavelmente com ela para cumprir o mandato da Comissão. 14. Ao proferir o discurso de S.E. a Sra. Minata Samate Cessouma, Comissária para os Assuntos Políticos da Comissão da UA, o Embaixador Sallah Hamad recordou que o continente africano testemunhou décadas de numerosos desafios em matéria de direitos humanos e observou que, neste contexto, os Estados-Membros da UA da então OUA decidiram promover e salvaguardar a liberdade, justiça, igualdade e dignidade humana em África, criando instrumentos para aplicar estes valores. Apelou à Comissão que apoiasse a declaração de 2020 como o “Ano do Silenciamento das Armas em África”. 15. S.E. a Dra. Isatou Touray, Vice-Presidente da República da Gâmbia, desejou as boasvindas aos participantes na 65.ª Sessão Ordinária e saudou calorosamente S.E. o Sr. Adama Barrow, Presidente da República da Gâmbia. A Dra. Isatou observou que o flagelo dos refugiados e deslocados internos continuava a ser uma grande preocupação para todos os africanos. Os conflitos não resolvidos colocaram sérios desafios ao continente, sublinhando a importância de abordar as causas profundas do conflito, com vista a encontrar soluções duradouras. 16. A Vice-Presidente destacou os desenvolvimentos registados na Gâmbia, como, por exemplo, no domínio dos direitos humanos como uma área prioritária do Plano de Desenvolvimento Nacional de 2018 a 2021; a Comissão de Revisão Constitucional que está no bom caminho tendo em vista a apresentação do primeiro projecto de uma nova 4
Constituição antes do final de 2019; a recente digressão da diáspora conduzida pela Comissão de Verdade, Reconciliação e Reparações para interagir com as vítimas de violações dos direitos humanos que vivem fora da Gâmbia; a contribuição de cinquenta milhões de dalasi para o Fundo das Vítimas pelo Governo; o estabelecimento da Comissão Nacional dos Direitos Humanos em conformidade com os Princípios de Paris; e os esforços de integração da dimensão do género nos serviços de segurança do país. Registou igualmente a proliferação de estações de rádio e jornais privados, o processo de elaboração de um projecto de lei sobre a liberdade de informação e os recentes esforços para rever as leis draconianas existentes sobre os meios de comunicação social. 17. O Comissário Solomon Ayele Dersso e o Comissário Rémy Lumbu presidiram às deliberações durante a 65.ª Sessão Ordinária, na sua qualidade de Presidente e VicePresidente da Comissão. 18. A Comissão celebrou o Dia Africano dos Direitos Humanos a 21 de Outubro de 2019 sob o tema da União Africana: “Refugiados, Retornados e Deslocados Internos em África: Rumo a Soluções Sustentáveis para a Deslocação Forçada em África”. Nessa ocasião, a Comissão prestou homenagem ao antigo Presidente da Gâmbia, Sir Dawda Kairaba Jawara, que faleceu na terça-feira, 27 de Agosto de 2019, felicitando a sua imensa contribuição para o desenvolvimento e adopção da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (a Carta Africana). 19. Os dois painéis que se seguiram foram realizados no quadro das celebrações: - Painel sobre Refugiados, Retornados e Migração em África: Desafios e Soluções; e Painel sobre Promoção e Protecção dos Direitos dos Deslocados Internos, 10 Anos após a Adopção da Convenção de Kampala. 20. A Comissão lançou os seguintes documentos: i. Observação Geral n.º 5 sobre a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos: O Direito à Liberdade de Circulação e Residência [n.º 1 do artigo 12.º]; ii. O Estudo sobre Conflitos e Direitos Humanos - Abordar as Questões Relativas aos Direitos Humanos em Situações de Conflito: Tendo em vista um papel mais sistemático e eficaz da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos; iii. O Estudo-piloto sobre a Migração e o Respeitos pelos Direitos Humanos; 1 iv. O Grupo de Trabalho sobre o Boletim Informativo das Indústrias Extractivas; e v. Boletim Informativo sobre Policiamento e Direitos Humanos. 1 A República Democrática Popular da Argélia se dissociou do lançamento do Estudo Piloto sobre Migração e Respeito aos Direitos Humanos (o Estudo) à luz das alegações que o Estado afirmava estarem baseadas em falsas alegações, além do facto de que o Estado indicou que havia respondido à Declaração do Relator Especial das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos dos Migrantes, indicada na página 29 do Estudo. 5
21. Durante a Sessão foram organizados os seguintes painéis de discussão: i. Painel sobre a revisão da Declaração e da Plataforma de Acção de Pequim de 1995; ii. Painel sobre os desaparecimentos forçados; iii. A importância do espaço cívico/da participação cívica nas agendas 2030 e 2063; iv. Painel sobre a protecção dos defensores dos direitos humanos com foco nas leis de protecção; v. Painel de consulta pública sobre o estudo preliminar relativo às indústrias extractivas, ao ambiente e aos direitos humanos; vi. Painel sobre a ratificação do Protocolo relativo aos Direitos das Pessoas Idosas em África e do Protocolo relativo aos Direitos das Pessoas com Deficiência em África; vii. Painel sobre execuções extrajudiciais em África; e viii. Painel sobre a aplicação da Resolução 275 relativa à Protecção contra a Violência e outras Violações dos Direitos Humanos contra Pessoas com base na sua Orientação Sexual ou Identidade de Género real ou imputada. 22. Um total de quinhentos e noventa e sete (597) delegados participaram da Sessão: cento e dezanove (119) em representação de trinta e um (31) Estados-Membros, dezoito (18) em representação dos órgãos da UA, quarenta e quatro (44) em representação das Instituições Nacionais de Direitos Humanos (INDH), nove (9) em representação das organizações internacionais e intergovernamentais, trezentos e setenta e oito (378) em representação das organizações não-governamentais (ONG) africanas e internacionais, dez (10) em representação dos outros observadores e dezanove (19) em representação da comunicação social. 23. Representantes dos vinte e um (21) Estados Partes proferiram declarações sobre a situação dos direitos humanos nos seus países, nomeadamente: Argélia; Angola; Burquina Faso; Camarões; Côte d´Ivoire; República Democrática do Congo; Egipto; Eritreia; Gabão; Guiné-Bissau; Quénia; Lesoto; Malavi; Mali; Mauritânia; Nigéria; Rwanda; República Democrática Árabe Sarauí; África do Sul; Suazilândia e Tanzânia. 24. Representantes das seguintes dez (10) INDH também proferiram declarações sobre a situação dos direitos humanos nos seus respectivos países: a Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Argélia; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos dos Camarões; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Mauritânia; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Níger; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Sudão do Sul; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Nigéria; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Sudão; a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Zimbabwe; e a Comissão para a Igualdade de Género da África do Sul. 25. Um total de quarenta e oito (48) ONG com Estatuto de Observador junto da Comissão proferiram igualmente declarações sobre a situação dos direitos humanos em África. 6
26. A Comissão apresentou um relatório sobre a situação das suas relações e cooperação com as INDH e as ONG, bem como uma actualização da situação no que se refere à apresentação de relatórios de actividades pelas INDH e pelas ONG. 27. A Comissão concedeu o Estatuto de Observador a quatro (4) ONG, em conformidade com a resolução sobre os critérios para a concessão e manutenção do estatuto de observador a organizações não-governamentais que trabalham no domínio dos direitos humanos e dos povos em África, nomeadamente: i. Steward-Women; ii. TRIAL Internacional; iii. Paralegal Advisory Service Institute; e iv. Zimbabwe Environmental Law Association. 28. Assim, o número total de ONG com estatuto de observador junto da Comissão ascende a quinhentas e vinte e três (523). 29. A Comissão fez uma actualização sobre a situação da apresentação de relatórios periódicos pelos Estados Partes. 30. De acordo com o artigo 62.º da Carta Africana e o artigo 26.º do Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos da Mulher em África (o Protocolo de Maputo), a Comissão analisou os Relatórios Periódicos dos dois (2) Estados Partes, como segue: i. Relatório Periódico Combinado da República do Chade - 1998 a 2015; ii. 11.º, 12.º, 13.º, 14.º e 15.º Relatórios Combinados no âmbito da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e 1.º, 2.º, 3.º e 4.º Relatórios Combinados no âmbito do Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos da Mulher em África. 31. Em conformidade com o parágrafo 25 do documento de base do MAAP, que prevê que os relatórios do MAAP” devem ser apresentados formal e publicamente nas principais estruturas regionais e sub-regionais", a Comissão recebeu o seguinte relatório: "Relatório sobre a Governação Africana: Promover os Valores Comuns da União Africana." 32. Os membros da Comissão apresentaram os seus relatórios intersessões destacando as actividades realizadas enquanto Comissários e titulares de mandatos de Mecanismos Especiais: i. A Presidente cessante apresentou o relatório sobre as suas actividades enquanto Presidente da Comissão; ii. O Presidente do Grupo de Trabalho sobre Populações/Comunidades Indígenas em África 7
iii. O Relator Especial sobre a Liberdade de Expressão e Acesso à Informação em África; iv. A Relatora Especial sobre os Direitos da Mulher em África; v. O Relator Especial sobre a Situação dos Defensores dos Direitos Humanos em África e o Ponto Focal sobre as Represálias; vi. A Relatora Especial sobre Prisões, Condições de Detenção e Policiamento em África; vii. O Relator Especial sobre Refugiados, Requerentes de Asilo, Descolados Internos e Migrantes em África; viii. O Presidente do Grupo de Trabalho sobre Indústrias Extractivas, Ambiente e Violações dos Direitos Humanos em África; ix. O Presidente do Grupo de Trabalho sobre Pena de Morte, Execuções Extrajudiciais e Arbitrárias em África; x. O Presidente do Comité para a Prevenção da Tortura em África; xi. O Presidente do Comité para a Protecção dos Direitos das Pessoas que Vivem com VIH e das Pessoas em Risco, Vulneráveis e Afectadas pelo VIH; xii. O Presidente do Grupo de Trabalho sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais em África; xiii. O Presidente do Grupo de Trabalho sobre os Direitos das Pessoas Idosas e das Pessoas com Deficiência; e xiv. O Presidente do Grupo de Trabalho sobre Comunicações. 33. A Comissão analisou e adoptou os seguintes documentos com alterações: i. Observações Finais sobre o Relatório Periódico da República Federal da Nigéria; ii. Observações Finais sobre o Relatório Periódico da República Democrática do Congo; iii. Plano de Acção para melhorar as modalidades de trabalho da CADHP; iv. Política de Estágio, Voluntariado, Bolsa de Investigação e Destacamentos; v. Política de Relações com a Comunicação Social e de Comunicação Externa da CADHP; vi. Plano de Execução da Estratégia de Relações com os Meios de Comunicação Social e de Comunicação Externa; vii. Procedimentos Operacionais Normalizados para a utilização de plataformas de comunicação de massa disponíveis na internet pela CADHP, seus seguidores e outros utilizadores; viii. Decisão sobre a contestação da República Árabe do Egipto - Pedido de Recusa; ix. Decisão sobre o Pedido para a Revisão do Recurso das Comunicações contra a República Árabe do Egipto; x. Observação Geral sobre a alínea d) do artigo 7.º do Protocolo relativo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos da Mulher em África; xi. Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão e Acesso à Informação em África; 8
34. A Comissão analisou e fez observações sobre os seguintes documentos: i. Relatório sobre Acções de Acompanhamento; ii. Documento preliminar sobre o PANAF e o Seminário Regional; iii. Relatório sobre a Auditoria das Comunicações; iv. Projecto de Documento de Síntese para o Retiro Conjunto do Comité de Representantes Permanentes da União Africana e da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos; v. Projecto de Plano de Trabalho Anual para 2020; vi. Procedimento Operacional Normalizado sobre o Estabelecimento e Funcionamento de Mecanismos Especiais da CADHP; 35. A Comissão discutiu uma série de questões que foram levantadas pelos Estados Partes durante a Sessão Pública: i. Concessão do Estatuto de Observador a uma ONG não registada/sediada em África; ii. Memorando de Entendimento assinado entre a CADHP e o ACNUDH; iii. Nota Verbal ao Presidente da Comissão dos Camarões; 36. A Comissão analisou dezanove (19) Comunicações, como segue: i. Duas (2) Comunicações sobre o Fundo; ii. Cinco (5) Comunicações sobre Admissibilidade, das quais quatro (4) foram declaradas inadmissíveis e uma (1) foi adiada; iii. Nove (9) Comunicações sobre Recepção e Medidas Cautelares concedidas em duas (2) Comunicações; iv. Uma (1) Comunicação foi arquivada; v. A Comissão deferiu o pedido de arquivamento de uma (1) Comunicação; e vi. A Comissão recebeu informações actualizadas sobre uma Audiência Oral realizada durante a 26.ª Sessão Extraordinária. 37. A Comissão adoptou as seguintes nove (9) Resoluções: i. ii. iii. iv. v. Resolução sobre a Renovação dos mandatos dos Mecanismos Especiais da CADHP; Resolução sobre a Nomeação dos Membros Peritos do Comité para a Prevenção da Tortura em África; Resolução sobre o envolvimento dos antigos Comissários no trabalho da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos; Resolução sobre a situação dos direitos humanos na República do Sudão do Sul; Resolução sobre a situação dos direitos humanos na República Federal Democrática da Etiópia; 9
vi. Resolução sobre o Reconhecimento, a Promoção e a Protecção das Línguas Nativas; vii. Resolução sobre as Eleições em África; viii. Resolução sobre a elaboração de uma Declaração Africana sobre a Promoção e Protecção dos Defensores dos Direitos Humanos em África; e ix. Resolução sobre o direito à alimentação e à nutrição em África. 38. A Comissão realizou consultas com uma delegação do Conselho Consultivo da UA sobre Corrupção, composto por membros do Conselho de Administração e representantes do Secretariado, que efectuaram uma visita de avaliação comparativa à Comissão, a fim de tirar partido das suas melhores práticas em matéria de monitorização e aplicação do Tratado. 39. A Comissão analisou o seu 47.º Relatório de Actividades, que será apresentado na 36.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da UA e na 34.ª Sessão Ordinária da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da UA. 40. A Comissão decidiu realizar a sua 27.ª Sessão Extraordinária de 19 de Fevereiro a 04 de Março de 2019 em Banjul, Gâmbia. 41. A Comissão decidiu realizar a sua 66.ª Sessão Ordinária de 22 de Abril a 12 de Maio de 2020 em Banjul, Gâmbia. 42. A Comissão expressa a sua sincera gratidão ao Governo e ao Povo da Gâmbia pelo caloroso acolhimento e hospitalidade dispensados aos participantes e pela criação de um ambiente agradável para a boa condução da sua Sessão. 43. A cerimónia de encerramento da 65.ª Sessão Ordinária teve lugar a 10 de Novembro de 2019, em Banjul, Gâmbia. Feito a 10 de Novembro de 2019, em Banjul, República da Gâmbia 10

Created 10 de ago. de 2026 · Edited 10 de ago. de 2026